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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Morte à Pollyanna

Que diabos é essa tal Pollyanna? É aquela chata, dos livrinhos de banca de jornal, que era ultra-otimista e sempre que achava que ía ficar triste, jogava o "jogo do contente". Mas declaro aqui e agora um assassinato sumário desse personagem, um ode ao otimismo irracional, no qual tudo é lindo e perfeito só porque se quer.

Não! Nem tudo é lindo, perfeito. Por mais que se limpe, sempre se acha aquela poeirinha no canto que não quer sair, um lado da casa que tem alguma infiltração, um lado obscuro de alguma pessoa. Por isso, nada é mais hipócrita do que quando se sabe que vai receber alguma visita, sair arrumando a casa de forma ensandecida, tentando disfarçar a sua realidade. Vale aqui uma analogia com as pessoas. Não há a possibiidade de fingir ser quem não é pra causar boa impressão. Uma hora, poeira que você jogou pra debaixo do tapete vem à tona.

O porquê desse texto duro e afiado? Porque estou farta de "amigos de ocasião". Entendo perfeitamente que agendas e o cotidiano cruel que nossa sociedade nos impõe acaba afastando mesmo as pessoas. Mas isso não acaba com amizade, com relacionamento. A não ser, obviamente, se tal amizade, tal relacionamento é por conveniência, ou, como já citei: ocasião.

Nada contra a existência da conveniência. Desde que esta seja de comum acordo e ninguém seja iludido nessa brincadeira. Se não há a intenção de ter intimidade ou encontrar mais uma vez, pra que dizer que o quer? Pra que e mostrar tão perfeito? Pra depois fugir, arrumar desculpas esfarrapadas e ficar com cara de "tela azul"?

Ah, me poupe! Cansei! Ou melhor, me cansaram! A idiota aqui acreditava que todo mundo era bom, todos tinham boas intenções e pior: que gostavam de mim. Só que como qualquer idiota, tem que tomar na cabeça pra aprender e não repetir o erro. Hoje, continuo idiota (isso, não dá pra lutar contra, só se eu nascer de novo), mas pelo menos, estou aprendendo a encurtar a paciência com desculpas, a não oferecer o ombro tão facilmente, a diminuir o prazo do benefício da dúvida e a, principalmente, a não deixar de lado quem se alegra com a minha simples presença, sem eu precisar trazer uma banda e fogos de artifícios junto.

A Pollyanna aqui morreu. Hoje, quem tenta fazer de mim uma ocasião, ou tem que ser muito talentoso pra me ludibriar, ou vai ganhar um belo vácuo de presente!

Um beijo enorme pra meus amigos de verdade!

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