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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Pensamentos de antes de dormir

Acordei querendo ser jovem outra vez. Eu, que nasci de trás pra frente, retorno a partir de agora a menor idade e passo a atender pelo número 22.

Por um instante - já, tive, pela primeira vez, o 'recuerdo' de um passado muito mais remoto no espaço do que no tempo propriamente dito – afinal não sou velha e tampouco viva a contar minhas histórias em caráter souvenir.

O que trago de volta é a nostalgia de uma época de irresponsabilidade assumida, raciocínios unilaterais, discursos ardidos e romantismo de centro acadêmico. Um certo 'je ne sais quoi' esquecido no rito de passagem do jeans surrado para o crachá.

Veio de novo a vontade de mudar o mundo como naquela tarde de trote e cerveja no antigo Pardal (em São Domingos).

E ontem, antes de dormir, senti muitas saudades de mim. Mas o mundo mudou. Pelo menos o meu. E o seu, acredito.




Nada será mais como antes.


E quer saber? Ainda bem!

domingo, 25 de novembro de 2007

O "ser ou não ser" dos novos tempos

Da série: filosofias de botequim

Dar no primeiro encontro ou não dar: eis a questão! Calma seu Shakespeare! Imagino que pra escrever "Hamlet", o senhor deve ter tido um trabalhão, mas deixe-me explicar antes de dar um duplo twist carpado no caixão.

A perguntinha que lancei acima deve atormentar mais da metade das mulheres solteiras, por mais liberais que possam alardear ser. Não sei se isso é confortante, mas eu cheguei à uma conclusão que pode lhes fazer pelo menos parar de gastar tempo pensando nisso e criar rugas desnecessárias.

O negócio é o seguinte: o fato de dar ou não no primeiro encontro não vai fazer o cara valorizar você mais ou menos. Também não vai garantir que ele ligue no dia seguinte. Resumo da ópera, a escolha é sua, colega! Ou não dá e se sente bem com sua consciência, ou dá e pelo menos, se ele não ligar, você aproveitou!

"Ú" doce não a levará ao altar, viu? Então, o importante é sempre só fazer o que estiver com vontade, sem se preocupar muito com o que vão pensar de você. Até porque, vão pensar de qualquer jeito (isso é assunto pra outro post filosófico).

Filosofia de Botequim

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Morte à Pollyanna

Que diabos é essa tal Pollyanna? É aquela chata, dos livrinhos de banca de jornal, que era ultra-otimista e sempre que achava que ía ficar triste, jogava o "jogo do contente". Mas declaro aqui e agora um assassinato sumário desse personagem, um ode ao otimismo irracional, no qual tudo é lindo e perfeito só porque se quer.

Não! Nem tudo é lindo, perfeito. Por mais que se limpe, sempre se acha aquela poeirinha no canto que não quer sair, um lado da casa que tem alguma infiltração, um lado obscuro de alguma pessoa. Por isso, nada é mais hipócrita do que quando se sabe que vai receber alguma visita, sair arrumando a casa de forma ensandecida, tentando disfarçar a sua realidade. Vale aqui uma analogia com as pessoas. Não há a possibiidade de fingir ser quem não é pra causar boa impressão. Uma hora, poeira que você jogou pra debaixo do tapete vem à tona.

O porquê desse texto duro e afiado? Porque estou farta de "amigos de ocasião". Entendo perfeitamente que agendas e o cotidiano cruel que nossa sociedade nos impõe acaba afastando mesmo as pessoas. Mas isso não acaba com amizade, com relacionamento. A não ser, obviamente, se tal amizade, tal relacionamento é por conveniência, ou, como já citei: ocasião.

Nada contra a existência da conveniência. Desde que esta seja de comum acordo e ninguém seja iludido nessa brincadeira. Se não há a intenção de ter intimidade ou encontrar mais uma vez, pra que dizer que o quer? Pra que e mostrar tão perfeito? Pra depois fugir, arrumar desculpas esfarrapadas e ficar com cara de "tela azul"?

Ah, me poupe! Cansei! Ou melhor, me cansaram! A idiota aqui acreditava que todo mundo era bom, todos tinham boas intenções e pior: que gostavam de mim. Só que como qualquer idiota, tem que tomar na cabeça pra aprender e não repetir o erro. Hoje, continuo idiota (isso, não dá pra lutar contra, só se eu nascer de novo), mas pelo menos, estou aprendendo a encurtar a paciência com desculpas, a não oferecer o ombro tão facilmente, a diminuir o prazo do benefício da dúvida e a, principalmente, a não deixar de lado quem se alegra com a minha simples presença, sem eu precisar trazer uma banda e fogos de artifícios junto.

A Pollyanna aqui morreu. Hoje, quem tenta fazer de mim uma ocasião, ou tem que ser muito talentoso pra me ludibriar, ou vai ganhar um belo vácuo de presente!

Um beijo enorme pra meus amigos de verdade!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Momento Chaplin

"Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando. Falei como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria."

Charles Chaplin

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Reações químicas

Se é a atração que aproxima as pessoas, o que é que as mantém juntas? Seria trabalho duro e dedicação a um relacionamento, ou algo mais complexo? No fim, tudo se resume a química?

Ao fazer um paralelo com relacionamentos, talez achar aquele ingrediente especial muda a química do prato inteiro. Como se as pessoas fossem cozidos. Há alguém lá fora que melhora você. Buscamos sempre o ingrediente especial para nosso cozido.

Ok, mas você acredita que existe química entre duas pessoas? Algo que é mais do que atração. Aquilo que permanece depois de “sentir borboletas no estômago”. Talvez o que chamamos de “manter a chama”, mas um pouco além: um soltar faísca.

As boas e más notícias sobre a química é que nunca entenderemos como funciona. Todo relacionamento é uma experiência. Nunca se sabe exatamente o resultado. Algumas pessoas trazem à tona um lado seu que nem sabiam existir. Outras lembram que sua história não acabou. Outras se surpreendem. E de vez em quando você surpreende a si mesmo.
Embora todos os relacionamentos requeiram concessões, às vezes se consegue mais e não menos. E às vezes, não dá para conseguir mais. Às vezes o que tinha nunca voltará. embora seja doloroso, é preciso achar a força para seguir em frente. Continuar buscando o amor, buscando aquele ingrediente perfeito, não importa quão longe ou profundo tenha que ir para encontrá-lo.