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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Um novo despertar

Assim como o despertar do homem (ainda macaco) no clássico "2001, uma Odisséia no Espaço", desejo que cada um de nós tenhamos um novo amanhecer e novos horizontes que nos propiciem oportunidades de sermos ao menos, melhores do que somos.

Feliz 2008!

domingo, 30 de dezembro de 2007

Razão e ?

Última Filosofia de Botequim do ano!

Aos Sete sábios da Grécia eram atribuídas grande quantidade de máximas e preceitos - sentenças proverbiais -, por todos conhecidas. Algumas eram tão famosas que foram inscritas no templo de Apolo em Delfos. A lista mais difundida, do tempo de Platão, é a seguinte: Tales de Mileto, Periandro de Corinto, Pítaco de Mitilene, Brias de Priene, Cleóbulo de Lindos, Sólon de Atenas e Quílon de Esparta.

Quando um dia perguntaram a Tales de Mileto o que era difícil, ele respondeu: “Conhecer a si próprio”. Quando lhe perguntaram o que era fácil, ele respondeu: “Dar conselhos”.

Portanto, ao invés da razão e proporção, sugeridas no Teorema de (do próprio) Tales (alguém lembra disso em geometria?), proponho razão e sensibilidade, esse mesmo, o da Jane Austen!

Ao contrário do que dizem por aí, não acho que este seja um romance de "intrigas domésticas" ou sobre "uma irmã racional e outra sentimental" (que tem inclusive sido usado como justificativa do título). Pelo contrário, é uma pergunta sempre relevante: será que o que parece útil a curto prazo vale a pena a longo prazo? Os "bobos" que seguem seus sentimentos podem no final ter melhores resultados e que a virtude ainda é necessária. Pelo menos é o que a Jane Austen parece ter me dito. ;-)

sábado, 29 de dezembro de 2007

E vinte e nove anjos me saudaram

Dia 29 e eu completando 29 anos de vida. Bem vividos? Talvez. Mas tenho uma estranha impressão de que estou aprendendo a viver agora.

Digo isto pois tenho alimentado meus sonhos. Quando escuto uma música legal, canto e danço, mesmo que sozinha, sem medo de perder o controle. Grito. Tento espalhar alegria.
Procuro lembrar-me de que sou privilegiada. Nem todos têm as mesmas oportunidades, agradeço pelas que tive e terei com a certeza de que darei o meu melhor.


Percebi que as coisas mais importantes são aquelas que não posso ver. Ou as que estando bem à minha frente, eu tenha dificuldade para enxergar. Porque dizem que aí mora a graça da vida.

Recuso a me definir de pré-balzaquiana. Quem Balzac pensa que é pra dizer meu padrão de comportamento daqui um ano em diante? Ele nasceu no século XVII e eu não confio num cara que sempre foi preterido pela mãe e o pai era um administrador de hospício!

Feliz aniversário pra mim!


"Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais
passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar e a pedir perdão
E vinte e nove anjos nos saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez"

(Vinte e Nove, Renato Russo)

domingo, 23 de dezembro de 2007

And to all a good night!

Natal é:

  • Velho barbudo com roupa inapropriada para um clima tropical
  • Correria e confusão nas ruas pela busca de um presente
  • Desejar “feliz Natal” é tão banal como um “bom dia”
  • Pisca-piscas colocados de forma desordenada, fazendo os apartamentos parecerem naves espaciais
  • Um grupo megalomaníaco montar uma árvore horrorosa, estragando o visual da Lagoa e só atrapalhando o já confuso trânsito
Eu só queria que o Natal fosse:
  • Uma época de querer estar com quem gostamos
  • Que um presente fosse dado não pela data, mas porque queremos agradar alguém
  • Que não houvesse “velhinhos pedófilos” espalhados pelas cidades
  • Mas principalmente, que não fosse só no dia 25 de dezembro. Para que os “bom dia”, a gentileza, a delicadeza, a lembrança e o carinho perdurasse pelos outros 364 dias do ano
Desejo a vocês um Natal de verdade, do jeitinho que eu gostaria para mim.
Beijos

sábado, 15 de dezembro de 2007

Último Rock Bola do Ano




Com os troféus integrantes da comunidade!

domingo, 9 de dezembro de 2007

A medida da paciência

Todos nós esperamos por alguma coisa. E sempre ouvimos para nunca esquecermos de termos paciência.

Paciência é algo difícil, sabe? Mas quando algo significa muito para você, seja para reestabelecer algo de seu passado ou começar o seu futuro, paciência é fundamental. Mais do que paciência: fé, que é algo que provas não se fazem necessárias. E aí vem a questão: o que em sua vida vale realmente à pena esperar?


Eu costumo dizer que preciso de uns sinais, mesmo que ocasionais, pra continuar mantendo a fé. Qualquer sinal. Mesmo que seja criado pela minha imaginação. Algo que mantenha a chama acesa, que me aqueça, que faça meus olhos continuarem a brilhar, apesar da incerteza continar a transparecer no fundo de tudo.

Dizem que paciência é uma virtude e como a maioria delas, nós nunca sabemos se a possuímos até sermos testados. E se passarmos desse teste, se pudermos esperar o bastante, provavelmente teremos uma recompensa, ainda maior do que esperávamos.

O engraçado e até irônico sobre a espera é que parece que quanto mais queremos algo, mais teremos que esperar. Paciência e fé x ansiosidade. Que quebra-de braço!

Eu ainda tenho fé, paciência, apesar da ansiedade. A seguir, cenas dos próximos capítulos.



"Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára..."

domingo, 2 de dezembro de 2007

Poxa!

Hoje estou oficialmente triste. Ficou comprovada a perda da minha camisa verdadeiramente retrô do Mengão. A que meu saudoso papai havia comprado pra assistir à final do Mundial Interclubes de 81.

A camisa já estava até meio poída, mas foi uma parte do legado que ele me deixou e tinha muita história!

Última vez que a vi: quando cheguei em casa, depois de ter visto jogo do Flamengo no Outback.

Eu posso comprar mil camisas, mas nenhuma chegará nem aos pés desta.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Aposto na idiossincrasia

Filosofia de Botequim

Tio Nietzsche


Hoje foi dia de auto-análise. De vez em quando aproveito meus momentos de prostração pra pensar sobre tudo que tá girando ao meu redor. Faço algumas considerações, às vezes chego à algumas conclusões que certas ou erradas, me ajudam a direcionar meus próximos passos.

Conclusão de hoje? É hora de quebrar antigos padrões. Levar a tal da idiossincrasia que Nietzsche tanto defendeu em seu livro "O Anticristo" realmente à sério e fazer diferente, ser realmente idiossincrática.

Ao longo de toda uma existência temos de enfrentar testes e obstáculos antes de evoluirmos e conseguirmos seguir em frente. É assim para aprendermos a andar, para passarmos na escola e na faculdade e, mais tarde, para evoluirmos no trabalho. E nos temas da nossa vida que nos são mais difíceis, tivéssemos de fazer várias
vezes o exame antes de estarmos aptos a passar à etapa seguinte. Os testes não vêm em papel, nem são escritos a caneta. Vêm em forma de pessoas ou situações que nos obrigam a utilizar os sentimentos, a razão e as emoções. Em suma, que nos obrigam a mergulhar, muitas vezes, até ao fundo do poço.

Está mais do que na hora de buscar o que quero pra mim versus o mesmo tipo de situação que eu acabo me metendo. Hoje, perdida nos meus pensamentos, um clarão me apresentou um cenário que me deu uma verdadeira sacodida. Ainda bem!

Não que eu siga minhas conclusões à risca (muito pelo contrário, atualmente, se eu fosse um brinquedo seria a "faz merdinha da Estrela"). Mas se o próprio Nietzsche disse que Deus estava morto, e por ironia, morreu pensando que era Deus, eu, que no máximo faço filosofia de botequim, tenho toda liberdade pra cometer meus próprios deslizes!